
A expressão “Juntos somos mais fortes”, que se constituiu no slogan
da campanha de Hillary Clinton para a presidência dos Estados Unidos,
merece a menção e toda a atenção, uma vez que sintetiza a mensagem
central da candidatura da democrata à Casa Branca. Todo slogan de uma
campanha procura concentrar os ideais políticos que orientam uma
candidatura e que justificam o voto do eleitor.
No caso de uma campanha presidencial, o slogan pretende contar qual é
o problema que país enfrenta, quais são as soluções possíveis e por que
o candidato é a melhor alternativa e essa questão vem bem ao encontro
ao momento atual de nossa economia. Em tempos de crise e dificuldades
políticas e econômicas como as vivenciadas hoje pelos brasileiros, se
juntar para atingir objetivos parece bastante razoável, além de uma
solução efetiva para a melhoria de vida de empresas, empresários e
trabalhadores.
Um grande exemplo de grupos fortes são as entidades de classe, que
através de seus associados conseguem alcançar resultados que se refletem
no cotidiano tanto das empresas, quanto de seus funcionários e
sociedade em geral. As associações desenvolvem um importante papel de
conscientização e fiscalização da sociedade, porque através de suas
ações é que se criam espaços de partilha, pontos de encontro, dinâmicas
desportivas, recreativas e culturais e, principalmente, promove-se a
cidadania, defendendo seus associados, valorizando o profissional,
zelando pela ética e a defesa dos participantes.
Diante disso é fácil entender porque as associações participam tão
arduamente da economia nacional, são elas que defendem os direitos de
seus associados, além de auxiliar para as melhorias de cada setor
através de qualificação constante, cursos de atualização e outros
serviços oferecidos para associados e sociedade em geral.
Ser associado a uma entidade torna a empresa ou a pessoa membro de um
grupo que luta por um bem comum. Associar-se de qualquer forma e por
objetivos comuns viabiliza maior participação e cria espaços de diálogo
entre a sociedade organizada e o poder público, por isso tem tanto
espaço para discutir e auxiliar indiretamente na economia nacional,
afinal transita em todos os setores e consegue trilhar diálogos entre os
interessados em fazer um país melhor.
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é um exemplo
prático disso, pois além de trabalhar para garantir segurança para
empresas, consumidores e sociedade em geral, vai um pouco além, uma vez
que a normalização garante que os produtos, serviços e processos tenham
qualidade assegurada e, assim, contribuam para melhor relação entre
fornecedor e comprador, fazendo a economia funcionar de forma constante e
eficaz para o país.
*Carlos Santos Amorim Jr. é engenheiro mecânico, graduado pela
Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá (FEG) da Universidade Estadual
Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp), Mestre em Ciências da
Administração pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em
Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ) e
diretor de Relações Externas da ABNT