Existem mais riscos para crianças do que para adultos?

A glândula pineal no cérebro aumenta a produção da melatonina hormonal à noite, à medida que a luz desaparece, para encorajar o sono, e diminui a produção no início da manhã. As formas sintéticas do hormônio são vendidas como suplemento dietético; a melatonina é encontrada em alguns alimentos, como cevada, azeitonas e nozes, e são reguladas como um suplemento nutricional em vez de um medicamento, como a maioria dos outros hormônios.
Em adultos, estudos concluem que a melatonina é eficaz para o jet lag e alguns distúrbios do sono. A substância é extremamente popular entre os pais das crianças com distúrbios do sono e entre aqueles com distúrbios de déficit de atenção ou autismo. “Está cada vez mais comum se deparar com uma família que medica a criança insone com melatonina”, diz Chencinski.
Embora o uso, em curto prazo, do hormônio seja geralmente considerado seguro, ele pode ter efeitos colaterais, incluindo dores de cabeça, tonturas e sonolência diurna, o que pode representar um risco, por exemplo, para os motoristas. A melatonina também pode interferir na pressão arterial, no diabetes e nos medicamentos anticoagulantes.
No entanto, temos pouco conhecimento sobre os efeitos deste potente hormônio em crianças. Algumas pesquisas sugerem que, pelo menos em teoria, o hormônio pode ter efeitos no desenvolvimento dos sistemas reprodutivos, cardiovasculares, imunes e metabólicos.
Segundo Moises Chencinski, se você optar por fazer uso da melatonina, para si ou para seus filhos, faça isso sob a orientação de um profissional de saúde e compre a melatonina de uma fonte respeitável. “Um estudo publicado em novembro no Journal of Clinical Sleep Medicine descobriu que 71% das amostras de melatonina no mercado apresentavam 10% a mais do que a dose indicada, com alguns lotes contendo quase cinco vezes a dose listada”, alerta o médico.
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